Blog — 16 maio 2019
A nova série da TVE foi inspirada em uma história familiar real: Arthur, filho do diretor, hoje com 13 anos, também é autista

A TVE, rede de televisão estatal da Bahia, estreia nesta segunda-feira, 6, a série infantil “Auts”, que vai narrar as aventuras de um menino autista de seis anos. A série irá ao ar de segunda a sexta-feira, sempre em dois horários, das 7h30 às 12h, e das 13h às 17h, na TV (canal 9.1 em Feira de Santana e mais 13 municípios baianos) e no portal.

Com 26 episódios e voltada para o desenvolvimento das crianças, a produção é assinada pelo diretor de animação Renato Barreto, a partir de sua experiência com o filho Arthur, que também é autista. Ao lado dos amigos Ana e Davi, ele lida com as barreiras do mundo e das pessoas, à medida que situações sociais e questões emocionais e atitudinais são apresentadas na trama, como a dificuldade de as crianças do entorno do personagem para lidar com suas diferenças.

“Auts” é uma produção familiar, pois o próprio Arthur da vida real dubla o protagonismo, enquanto Ana é interpretada pela mãe do garoto, Fernanda, e o personagem Davi pelo seu irmão, David. Arthur tem hoje 13 anos, e aprimorou suas habilidades de fala em decorrência da dublagem da série.

A série foi realizada com subsídio público, por meio do programa Fazcultura, do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura. O projeto é uma plataforma transmídia, com uma série de interprogramas de animação infantil, site e aplicativo.

Apesar de não interagir muito, procura aprender com os amigos sobre as coisas e o mundo em que vive. Ele tem medo do ‘Cachorro’, personagem dublado por Renato, mas aos poucos está tentando se aproximar dele para serem bons amigos”, diz a sinopse da nova série da TVE, “Auts”.

Uma condição, múltiplos retratos 

“Não existe um autista igual ao outro”. Essa é uma afirmação repetida frequentemente por especialistas em autismo, ou Transtorno do Espectro Autista (TEA). É com esse cuidado em mente que um retrato do autismo deve ser lido. Filmes, desenhos, animações, séries e livros que apresentam personagens – sobretudo protagonistas – que se enquadram no espectro autista podem contribuir para a visibilidade e familiaridade do tema; por outro lado, vale sempre considerar que uma única representação da pessoa com autismo não consegue dar conta da diversidade do espectro.

Fonte: lunetas.com.br

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Janara da Silva

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